Felicidade x Alegria

Vocês já pararam para pensar sobre qual a diferença entre felicidade e alegria? O que define cada sentimento e será que é possível sentirmos um sem o outro?

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Vamos explicar com duas versões de uma pequena historinha:

Versão 1:

É sexta-feira e Joana acorda novamente atrasada e se arruma correndo e com pouca motivação vai ao trabalho cumprir suas oito horas de trabalho. Ela faz tudo de forma automática, acessa seu facebook sempre que seus chefes não estão por perto e vez ou outra ri de um vídeo que vê por lá. Depois do expediente, Joana vai para o happy hour com seus colegas de trabalho, com quem só tem interação nesse momento da semana – de fato, ela sequer sabe o nome de todos. Ela se diverte no bar bebendo tantos chopps quanto puder e dá boas risadas das piadas manjadas e das fofocas sobre aquela colega que ninguém gosta. Por fim, Joana chega em casa e assiste qualquer filme até dormir. Joana passa sábados e domingos sempre da mesma maneira: acorda por volta das 14:00 e se joga no sofá para atualizar suas séries enquanto se alimenta com fast-foods e se prepara para mais uma semana de trabalho.

Tudo o que está e negrito traz alegria, mas no geral, dá pra perceber que Joana não é uma pessoa que leva de fato uma vida feliz no sentido de felicidade plena. Isso não significa que ela seja uma pessoa depressiva ou que leva uma vida triste, mas ela não é uma pessoa que vive um estilo de vida repleto de felicidade. Joana, nessa primeira história, vive de alegrias, passando de um momento de alegria para outro em meio às obrigações e atividades sociais de seus dias.

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Versão 2:

É sexta-feira, 7am e Joana está voltando de sua corrida matinal, ela toma banho e se arruma para  trabalhar. Chegando ao escritório, ela cumprimenta a todos olhando em seus olhos e se senta em sua mesa. Ela passa os primeiros minutos de seu dia preparando uma lista com tudo o que tem que realizar no dia, inclusive alguns problemas para os quais busca soluções. Assim que possível, ela leva até seus chefes as soluções que encontrou e juntos eles preparam ações a tomar para que tudo seja executado da melhor maneira. Quando chega o final do expediente, Joana junta suas coisas e se reune com todos para o happy hour. Todos se divertem juntos, tomam alguns drinks e Joana conversa com seus colegas sobre suas vidas, seus planos futuros e dividem histórias interessantes uns com os outros. No dia seguinte Joana acorda um pouco mais tarde do que o normal, pois sentiu que precisava e merecia o descanso a mais. No almoço ela se encontra com amigas de infância para  contar novidades umas para as outras. Domingo Joana se encontra com seus pais e irmãos e passam o dia juntos, conversando e curtindo a praia. No final do domingo Joana prepara sua agenda da semana e dorme cedo para começar sua semana com o pé direito.

Já começaram a entender as diferenças e semelhanças entre felicidade e alegria?

Alegria é essencialmente um sentimento gerado por condições externas, motivado por algo que não você mesmo e é algo momentâneo e passageiro. Pessoas que vivem de alegrias buscam esse prazer em coisas como comida, redes sociais, assistindo a filmes e séries de forma excessiva, bebendo em excesso regularmente. Mas se tirarmos esses momentos de alegria da vida da primeira Joana, veremos uma vida monótona, sem motivação e objetivos. Já se tirarmos os prazeres momentâneos da vida da segunda Joana, ainda assim vemos uma pessoa motivada e com objetivos, é uma pessoa que faz o que gosta sem deixar de lado o que tem que fazer.

É verdade que em uma vida feliz estão contidas inúmeras alegrias, mas uma vida feliz é composta também por desafios*, altos e baixos.

Felicidade é também algo duradouro, porém é algo que se conquista diariamente com escolhas. Muitas vezes inclusive, visando um futuro repleto de felicidade, muitas pessoas se encontram abdicando de alegrias fúteis para que possam curtir o que chamo de plenitude: a verdadeira felicidade.

Tenham em mente que não existe certo ou errado, as duas histórias são apenas versões de uma mesma vida. Diria até que cada versão é uma possibilidade. E se cada versão é uma possibilidade, é certo que temos o poder de escolher qual versão queremos para nós mesmos.

Queria agora fazer algumas perguntas para vocês refletirem por si mesmos:

Quais as reais diferenças que vocês enxergam nas duas versões da história da vida da Joana? Você se identificou com algum delas? Qual? Você gostaria de estar vivendo uma outra versão da sua própria vida? O que seria necessário para que uma nova e melhorada versão de si mesma(o) existisse?

Nos próximos posts vou discutir com vocês os conceitos de uma vida verdadeiramente plena e vou também trazer reflexões sobre a minha própria vida e convidar vocês a refletirem sobre a de vocês.

Vou contar um segredo meu pra vocês agora:

Minha vida já foi muito parecida com a primeira versão da vida da Joana e a única coisa que mudou para que muitas mudanças acontecessem foi meu modo de pensar. Eu confesso que ainda estou no comecinho da minha jornada em busca de uma vida plena, e sei que tem muita gente por aí com esse mesmo objetivo. Vamos nos unir então porque sozinho a gente até consegue caminhar, mas juntos a jornada se torna mais interessante, divertida e podemos ir ainda mais longe.

Vamos comigo nessa jornada?

*um dos jeitos de transformarmos nossas vidas é mudando e ressignificando palavras. Se usarmos a palavra 'dificuldade', criamos um empecilho automático; se trocarmos essa palavra por ‘desafio’, criamos algo a conquistar

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