Coisas que eu não imaginava sobre a minha gravidez – Parte 2

Olá pessoal!

Demorei, mas não me esqueci da segunda parte do post que fiz no finalzinho do ano passado!

Hoje estou com 25 semanas (amanhã, dia 26/02, completo 26) e já comecei a entrar em desespero, pois daqui a três meses e algumas semanas, se ela resolver chegar com 40 semanas, terei uma pessoinha sob a minha total responsabilidade. É assustador só de pensar, mas ao mesmo tempo, a cada dia que passa, cresce a minha ansiedade em conhecer a minha filha, Olívia.

Então vamos lá, continuando a listinha sobre o que eu não imaginava sobre a minha gravidez. Muito mudou até agora, e acabei acrescentando alguns tópicos conforme o tempo foi passando. Será que as mamães e futuras mamães se identificarão comigo?!

7 – Que o tempo passaria tão rápido.

Quando me disseram para aproveitar essa fase da gravidez por passar muito rápido, não acreditava muito, pois até as minhas 16/17 semanas de gestação (quando descobri que seria mãe de uma menininha), o tempo parecia estar parado, minha barriga parecia não crescer de uma semana para a outra, e os movimentos que sentia eram poucos. Hoje, com quase 26 semanas, gostaria que o tempo desse uma paradinha, pois sinto que está passando muito rápido e isso me deixa desesperada e extremamente ansiosa, principalmente por parecer que tenho muita coisa para fazer até lá. Ok, já comprei quase todo o enxoval, já escolhi o quartinho e minha mudança de Campinas para Catanduva já está completa, mas a cada dia que passa vou me lembrando de mais e mais coisas que, apesar de pequenas, vão fazer uma grande falta mais para a frente.

8 – Que adoraria tanto senti-la se mexer dentro de mim.

Uma das coisas que morria de medo era sentir minha bebê me chutando, por talvez ser desconfortável e me machucar, mas hoje adoro cada soluço que ela tem e cada viradinha que ela dá, apesar de às vezes me incomodar quando ela resolve empurrar bem embaixo da minha costela. O simples fato de ela se mexer mostra que ela está bem e saudável, e adoro saber que dentro de mim tenho essa bonequinha que não para de crescer e que, se puxar ao pai, será extremamente inquieta (ao contrário de mim, uma dorminhoca confessa).

9 – Que sofreria tanto com espinhas.

Do início da minha gravidez, até meados do 4˚ mês, sofri muito com espinhas e minha pele ficava muito oleosa. Nem na adolescência minha pele ficou tão feia. Infelizmente não havia nada a fazer a não ser esperar aquilo passar. Ainda bem que agora, apesar de ainda não estar 100% igual ao que era antes, meu rosto está bem melhor e daquelas espinhas restaram somente algumas manchinhas, que pretendo tirar com laser assim que a Olívia nascer.

10 – Que sentiria tanta falta de alguns cosméticos.

Completando o item acima: sinto muita falta dos meus cosméticos. Quem me conhece sabe que antes de engravidar eu estava com a pele ótima, principalmente por ser extremamente cuidadosa com ela. Sinto muita falta dos meus ácidos e creme para a área dos olhos, que percebi fazerem mesmo diferença, pois já estou notando algumas linhas finas marcando minhas antes quase inexistentes “bolsas”. Quem está chegando perto dos 30 sabe do que estou falando.

11 – Que seria tão disciplinada com cremes e óleos.

Cosméticos que não posso usar à parte, estou usando e abusando dos cremes e óleos liberados por minha médica. Minha pele do rosto pode estar “caidinha”, mas garanto a vocês que já nem tenho mais preguiça de passar creme e óleo pelo menos duas vezes ao dia no corpo todo. Já que não posso cuidar de tudo, pelo menos o melhor para previnir estrias sei que estou fazendo.

12 – Que me acostumaria às passadas de mão na minha barriga.

No início, as passadas de mão na minha barriga me causaram certa estranheza, pois nunca fui do tipo que abraça todo mundo e cumprimenta com beijinho no rosto. Para mim, às vezes um simples “oi, tudo bem?” basta, com exceção das pessoas mais próximas. No entanto, sentir que as pessoas fazem isso genuinamente esperando o melhor de mim e da minha bebê, passou a não mais me incomodar. É claro que estou falando de pessoas próximas a mim e em sua maior parte mulheres, pois não me agradaria em nada que homens (que não sejam da minha família) encostassem em mim sem a minha autorização (que muito provavelmente eles não obteriam se me perguntassem).

13 – Que perderia o medo de pegar bebês pequenos.

Sempre tive pavor de pegar crianças muito novinhas no colo, principalmente pelo fato de o pescocinho delas ser bem mole e eu ficar com medo de machucá-las. Além disso, nas vezes que tentei pegar algum bebezinho, todos eles choraram no meu colo (a maior parte assim que encostaram em mim) e acho que acabei me traumatizando. Tudo mudou quando fui visitar uma amiga na maternidade e ela me ofereceu pegar sua filha logo após uma mamada, para fazê-la arrotar (ainda bem que não teve vômito). A Malu, filha da minha amiga, ficou uns 15 minutos em meus braços e em nenhum momento ela ameaçou chorar, mesmo com a minha falta de jeito em segurá-la, tadinha. Desde esse dia parei de ter medo. Acho que o fato de que em breve terei que pegar diversas vezes a Olívia em meus braços também ajudou, pois sabia que uma hora esse medo teria que passar e eu teria que aprender.

14 – Que encontrar roupas unissex seria tão difícil.

Ok, agora que já sei o sexo da minha bebê, ficou muito mais fácil fazer o enxovalzinho dela. Quem fala que dá para começar o enxoval de uma criança sem saber o sexo não tem noção do que está dizendo, e me desculpe se você for uma dessas pessoas. É tudo tão sem graça e são poucas as opções que dão certo para ambos os sexos, e a última coisa que quero para a minha filha é vê-la vestida somente com roupas brancas e amarelas. Tenho que confessar que já tomei uma overdose de rosa ao comprar roupinhas, acessórios e até escolher o quartinho dela, que no fim acabou ficando em tons mais neutros. Mas hoje pelo menos tenho como variar em modelos e estampas, e tudo o que vejo passou a ser bem mais fofinho.

15 – Que adoraria ganhar presentes para a minha bebê! E que passaria a gastar mais com ela do que comigo mesma.

Acredito ser unanimidade que ganhar presentes é uma delícia, mas quem é ou será mãe sabe como é bom ganhar presentinhos para os nossos babies! A gente passa a ter uma outra visão do dinheiro, e pensa que agora aquela pessoinha vai depender de você para tudo, e que isso demanda um tremendo esforço financeiro. Também tem a parte de que tudo o que eu vejo me lembra minha filha, aí sempre acabo comprando alguma coisinha para ela! Quanto à mim, não sei se é porque meu corpo está mudando muito a cada dia que passa, ou pelo fato de tudo estar tão caro ultimamente, que além de algumas calças e blusas básicas para maternidade, resolvi que não vou investir nesse momento em coisas para perder daqui a alguns meses. Sendo assim, tenho recorrido muito ao guarda roupa da minha mãe e abusado das roupas que minha irmã mais velha me deu, da época da gravidez dela.

16 – Que eu me divertiria tanto com a minha priminha e o meu sobrinho.

Tenho uma priminha e um sobrinho de 4 anos, com apenas alguns meses de diferença entre eles. Meu sobrinho Pedro (aniversariante de hoje!), é mais contido e perguntou somente se vou deixar a Olívia nadar e brincar com ele. Acho que quando a Olívia chegar ele vai ter mais curiosidades! Agora, a minha priminha Lorena, toda vez que me vê, dá um beijo na Olívia (e diz: “ela é bonitinha né?!”) e fica me contando como ela vai me ensinar a trocar fralda, a dar banho, que eu tenho que fazer isso e aquilo. Ela tem algumas teorias sobre bebês, que me explica com tanta convicção, que até parecem ser verdade! No início foram as perguntas e dúvidas e eu poderia fazer um post inteiro aqui contando sobre elas e do tanto que dei risada. Fora isso, ela quer dar para a Olívia tudo o que é dela e não vai mais usar, como um biquini que ficou pequeno, a chupeta que ela estava na boca (“lá em casa eu tenho mais, deixa essa para a Olívia”, foram as palavras dela), os brinquedos que não vai mais usar, e assim vai. Uma fofa, não?!

Só sei que tenho muita curiosidade em ver o relacionamento dos dois com a Olívia. Com certeza vou morrer de amores!!

17 – Que posts e comentários sobre desgraças com crianças me deixariam tão mal.

Gente, na gestação nem tudo são flores e cada mãe sabe o que passou ou está passando. É um momento de muita insegurança e de muitas expectativas, principalmente no caso do primeiro filho. Por isso peço encarecidamente para por favor pararem de postar e de me falar desgraças sobre bebês e crianças!  Já estamos em tempos de desespero por conta desse Zika e dos casos de microcefalia, então por favor, não venham com mais histórias sobre crianças que tiveram alguma má formação, que morreram no parto, que ficaram doentes, que morreram enquanto dormiam, que se afogaram, etc. A mídia já se encarrega disso. O mundo já é assustador da forma que está, mas pelo menos nesses últimos meses, gostaria de uma carga menor de preocupação. Todo pai e mãe, infelizmente com algumas exceções, quer o melhor para seus filhos e vai fazer o melhor para dar uma vida feliz, saudável e segura para eles. E posso garantir que tenho lido e pesquisado muito sobre como cuidar de uma criança. Não estou dizendo que não quero mais conselhos, o que estou dizendo é para pegarem leve no que vão me falar. Minha filha nem nasceu e já fico pensando sobre onde devo colocar a caixa de remédios para que ela não alcance, em como devo colocar travas de segurança em portas e gavetas para que ela não se machuque, e assim vai. Mas acho que tudo tem seu tempo, né?

18 – Como uma criança que ainda nem chegou já pode ser tão amada.

Após o desabafo acima, vamos falar de uma coisa mais leve, que tal?!

Aqui vai então uma declaração de amor à minha bebezinha Olívia, que ainda nem nasceu, mas que já é tão amada e esperada por muitos. Que a cada ultrassom me deixa mais apaixonada por sua delicadeza e fofura, seja mexendo as suas perninhas ou levando sua mãozinha na boca para chupar o dedo. Que a cada chute ou soluço em minha barriga, me faz dar risada sozinha e pensar se ela será assim, tão agitada, fora da minha barriga. Que a cada amontoada em minha barriga (do lado direito, sempre!), me mostra que aquele cantinho é especial para ela e eu só queria entender o por quê! Que me assusta por fazer minha barriga ficar tão grande, mesmo sabendo que ainda tenho 3 meses pela frente!

Ela pode me dar trabalho, me deixar dias sem dormir, mas quer saber? Eu nem ligo! Não sei se nasci para ser mãe, como muitas mulheres dizem, mas sei que sou a pessoa certa para ser a mãe dela! Porque o amor que sinto por essa bebezinha, ainda ali dentro da minha barriga, já é inexplicável! Não vejo a hora de ver seu sorriso, de sentir seu cheirinho, de segurar sua mãozinha! Não vejo a hora de ser mãe da Olívia, minha bonequinha!

Para finalizar, segue uma foto do último ultrassom (quando vi ela pela primeira vez chupando o dedinho):

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Ainda não sei terei mais alguma coisa para dizer sobre o que não imaginava sobre a minha gravidez, mas ainda tenho uns bons 3 meses até a Olívia chegar, então só esperando para ver!

Espero que tenham gostado!

Até a próxima!

Beijos,

Lilian

 

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